Você sabe o que é Design Emocional?

Publicado em 28 de outubro de 2020 por ADI

O conceito de design emocional, elaborado pelo autor Donald Norman, apesar de ser novo e desconhecido por algumas pessoas, é bastante utilizado.

A ideia por trás do conceito é de que ao observar um produto pela primeira vez, os consumidores sejam tocados por emoções e lembranças, na maioria das vezes em nível inconsciente, exercendo um papel importante na decisão de compra. Ou seja, o resultado esperado é que o impacto visual de um produto seja potencializado quando adicionado a fatores como qualidade e preço.

Sendo assim, as marcas que levam em consideração o Design Emocional ficam a frente de outras empresas do mesmo segmento por conta do efeito que causa nas pessoas. A ideia que se tem é que a aplicação desse conceito funcione em diversos segmentos.

Para exemplificar da melhor maneira possível esse conceito, Norman criou uma classificação, dividindo o design emocional em três níveis diferentes. Sendo eles:

1. Visceral

Acredita-se que está relacionado à ideia de instinto. Sendo a primeira relação que temos com qualquer produto, as primeiras emoções desencadeadas quando entramos em contato com algo novo. Por ser a primeira reação emocional, nem sempre é perceptível conscientemente, e muito menos possível de ser controlada.

Nesse primeiro nível, a forma, cores, contornos e contrastes são fundamentais. Cores mais vibrantes, por exemplo, e saturadas, tendem a despertar mais interesse por parte dos consumidores. Objetos desorganizados, por sua vez, com formas sem padrão e sem contornos, tendem a causar estranhamento de forma imediata.

A beleza de um produto, já nesse nível, pode fazer com que os consumidores deixem de avaliar a usabilidade e a qualidade do produto, para se encantar pela estética. Na verdade, de acordo com o conceito de design emocional, quanto mais visceral for um produto, maior as chances de os usuários considerarem que ele funcione melhor, muito embora isso possa não ser totalmente verdade.

2. Comportamental

O nível comportamental trata-se de um processo que ocorre de forma completamente inconsciente, sendo um dos níveis mais responsáveis pelas decisões que tomamos diariamente. Quando nos sentimos no controle sobre o produto, dominando seu uso do começo ao fim, tendemos a nos identificar com ele.

Muitas vezes, a qualidade do produto não é das melhores, mas a forma com que ele se apresenta garante ao usuário uma experiência fluida, sem interrupções. Isso afeta a percepção que temos sobre o produto, a nível subconsciente.

O nível comportamental não tem relação apenas com a facilidade de uso, mas também com o prazer de realizar uma tarefa do início ao fim, sem dificuldades. Ou seja, o design comportamental é sentir-se no controle.

3. Reflexivo

O último nível do design emocional descrito por Dan Norman é o reflexivo. Ele envolve o superego, uma das partes de nosso cérebro que não controla nada do que faz e, ao mesmo tempo, está de olho em tudo. O superego influencia, por exemplo, na percepção que temos de nós mesmos perante outras pessoas. Aqui entra a ideia de status, de ser bem visto por outras pessoas do corpo social. Ao imaginarmos como estamos sendo vistos por outras pessoas, tendemos a adquirir produtos que transitam certa carga de status.

Como usar o design emocional na décor dos ambientes?

            Para utilizar os conceitos que envolvem o Design Emocional na décor dos ambiente você primeiro necessita entender e conhecer quem são as pessoas que usarão o ambiente, o que elas fazem, qual o ritmo de vida que levam, gostos pessoais e, a partir disso, criar ambientes que abracem todas as possíveis personalidades com objetos que as reflitam. Ao mesmo tempo, você deve encontrar pontos das diferentes personalidades que conversam entre si.

Em um primeiro momento, tudo isso pode até parecer complexo, mas basta apenas uma conversa e você já poderá encontrar pontos que devem ser explorados.

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Imagens reprodução Pinterest.