Por que pensar em espaços adaptados?

Publicado em 25 de agosto de 2020 por ADI

Ao pensarmos em acessibilidade, logo, nosso cérebro associa com locomoção. Mas, o termo abraça outros critérios básicos estabelecidos por lei. Essa é também uma preocupação crescente nas áreas de Design de Interiores e Arquitetura, a fim de incluir pessoas com deficiência e mobilidade reduzida em todos os espaços.

Conforme regulamentação, entende-se que acessibilidade engloba indivíduos em diferentes níveis de mobilidade, podendo ser uma dificuldade de movimentação, permanente ou temporária. Em resumo, pessoas com alguma redução de flexibilidade, coordenação motora, perceptiva, incluindo idosos, gestantes e assim por diante.

“I – acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos transportes e dos sistemas e meios de comunicação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida”; (Artigo 2 da Lei nº 10.098 de 19/12/2000).

Projetar ambientes adaptados significa proporcionar qualidade de vida, bem-estar, segurança, autonomia e até mesmo, felicidade. Estar impedido de transitar por áreas urbanas ou de lazer não é algo compatível com a realidade atual. É preciso, desde a elaboração do projeto, seja ele um prédio, uma casa ou um estabelecimento, avaliar soluções estratégicas.

Para isso, deve-se ponderar toda a diversidade da condição humana possível, o que é um processo desafiador para o profissional. O desenvolvimento da adequação de espaços inclui todos os princípios do Design Universal, como os recursos seguintes:

Circulação:

– elevadores, plataformas elevatórias e rampas com inclinação adequada;

– rota acessível identificada e livre de mobiliários;

– áreas de manobra dimensionadas e livres de obstáculos;

– aberturas/portas com vão de 90 cm.

Comunicação e sinalização: adequada, bem localizada, sonora e tátil;

Área de transição: área com luminosidade, evitar ofuscamento e melhorar adaptação visual.

Cores: diferente entre pisos e paredes para demarcar.

Com o crescimento da expectativa de vida, o tema surge com maior frequência em discussões por parte de instituições, empresas e população em geral. Ao mesmo passo, surgem iniciativas públicas que pensam em coletivos mais abrangentes, como o caso aqui exposto. De todo modo, este é um trabalho longo, que requer recursos, mas que revelam resultados positivos quando analisados a longo prazo. Você já pensou nisso?